O PAPEL DA ESPIRITUALIDADE E DA RELIGIOSIDADE NA REABILITAÇÃO EM DEFICIÊNCIAS FÍSICAS

O PAPEL DA ESPIRITUALIDADE E DA RELIGIOSIDADE NA REABILITAÇÃO EM DEFICIÊNCIAS FÍSICAS Marcelo Saad – Médico Fisiatra e Acupunturista, Doutor em Ciências da Reabilitação pela UNIFESP, membro fundador da Coalizão Inter-Fé em Saúde e Espiritualidade. www.msaad.org   Espiritualidade e Religiosidade: Enfrentamento e Transcendência Pacientes em processo de reabilitação muitas vezes estão em uma crise física, emocional e espiritual. As questões de dor, de luto pela perda de uma parte do corpo ou do nível de função, e questões sobre o valor da vida em uma nova circunstância difícil são situações comumente encontradas por pessoas neste cenário. Indivíduos com bem-estar espiritual tendem a enfrentar situações adversas com mais sucesso. As crenças espirituais são uma força estabilizadora para pessoas com deficiência e suas famílias. O enfrentamento religioso (“religious coping”) é o uso de crenças ou práticas religiosas para reduzir ou tornar mais suportável o sofrimento emocional causado por perdas ou por mudanças de vida. Crenças e práticas religiosas são utilizadas para regular a emoção em circunstâncias que estão fora do controle dos pacientes. O enfrentamento religioso afeta a reação da pessoa com os eventos estressantes trazendo significado, controle, conforto ou transcendência. A religião não impede o sofrimento causado pela doença, porém atribui significado a ele e traz elementos que ajudam na aceitação e na adaptação a uma nova condição física, emocional e social. A religião envolve instâncias profundas e emotivas do ser humano, e representa um fator poderoso que influencia a adaptação a doenças, decisões médicas, crenças de saúde e comportamentos. A estratégia de enfrentamento pode determinar qual impacto isto pode ter sobre a qualidade de vida. O uso de crenças espirituais pode ser ainda mais importante em doenças incapacitantes. A religião e a espiritualidade são importantes estratégias de enfrentamento para pessoas com deficiência. O sistema de crenças espirituais pode desempenhar um papel direto nos resultados em reabilitação. O bem-estar espiritual pode colaborar com ajustes às mudanças de vida e saúde emocional, com potencial para apoiar o processo de reabilitação. Ao contrário, o sofrimento espiritual pode interferir com a aderência ao tratamento e adaptação à deficiência. A religiosidade e espiritualidade podem ser fontes subutilizadas no processo reabilitacional e no seguimento da vida de pessoas com deficiências. Existem evidências sobre o papel positivo da espiritualidade e da religiosidade no processo de reabilitação e na vida das pessoas com deficiência. Facetas específicas do sistema de crenças religiosas e espirituais (como a conexão individual a um poder superior) desempenham papéis diretos e únicos no prognóstico de desfechos em reabilitação, como um preditor robusto de resultados. Visões de doença e incapacidade estão entrelaçadas com as crenças religiosas ou espirituais. Neste sentido, a religião pode trazer para o paciente uma estrutura para dar um sentido à sua doença, recursos práticos e esperança. A crença pode mobilizar recursos internos e iniciativas positivas, com potencial para melhorar a qualidade de vida, o que tem repercussões significativas sobre o processo reabilitacional. As emoções, crenças e ações associadas com a espiritualidade têm uma influência positiva sobre a saúde física e o bem-estar psicológico. Crenças espirituais podem ajudar na criação de um sentido de controle para a compreensão, o enfrentamento e a interpretação de eventos de vida. Para muitas famílias de crianças com deficiência, a espiritualidade e a religião desempenham um papel importante em suas vidas. Eles se voltaram para a sua espiritualidade e fé para encontrar significado e propósito na vida e se juntaram a comunidades religiosas como uma forma de compartilhar e desenvolver sua espiritualidade com os outros. Sistemas de crenças religiosas podem promover a aceitação e ajudar as famílias a dar sentido à deficiência. No entanto, os familiares podem experimentar a percepção de fracasso religioso ou punição por alguma má conduta. Nos cuidadores de pacientes com deficiências, há uma relação inversa entre bem-estar espiritual e sobrecarga do profissional. Os cuidadores também relatam o uso frequente de atitudes ou práticas como orar e ir à igreja. Isto apoia a espiritualidade do processo de cuidar e impacta nos resultados do cuidado. A comunidade religiosa pode fornecer apoio em diversas formas, como: proteção das pessoas contra o isolamento social; garantir e fortalecer redes familiares e sociais; fornecer ao indivíduo um sentido de auto-estima e de pertencer a algo; oferecer conforto espiritual em momentos de adversidade. Uma Nova Área para o Processo Reabilitacional A interface entre espiritualidade e deficiência é uma área de pesquisa relativamente nova, porém em crescimento. Finalmente, o último tabu está sendo quebrado, após debates em assuntos como sexualidade e abuso de substâncias entre portadores de deficiência. A espiritualidade é um elemento frequentemente esquecido na avaliação e nos e cuidados ao paciente. Abordar e apoiar a espiritualidade dos pacientes pode promover a saúde, diminuir a depressão, ajudar o paciente a lidar com uma doença difícil, e até mesmo melhorar alguns desfechos. A Medicina de Reabilitação, que foi pioneira na abordagem multidisciplinar centrada no paciente, é bem adequada para integrar a mente, o corpo e o espírito na assistência ao paciente. O primeiro passo seria uma ampla discussão sobre o sofrimento, que englobe não só os aspectos psicológicos e socioculturais envolvidos, como também os aspectos espirituais. Para o paciente incapacitado, o sofrimento espiritual pode ser o problema que mais demanda suporte, interferindo sobre o desfecho das intervenções. O sofrimento espiritual não identificado frequentemente é o culpado em um plano de reabilitação mal sucedido. Pacientes com deficiências instaladas na infância ou na fase adulta percebem e experimentam diferentemente a espiritualidade. Assim, abordagens diferentes de espiritualidade precisam ser empregadas para cada grupo. É o momento de expandir a filosofia da reabilitação e investigar intervenções além da cura do corpo para a cura do espírito. Deve-se sempre procurar a congruência entre as crenças do paciente e o cuidado oferecido pelo serviço de saúde. A instituição de reabilitação deve conhecer e proteger os valores culturais e as crenças do paciente, preparar os profissionais para respeitá-los e direcionar seus procedimentos considerando esta dimensão. A esclerose múltipla é uma doença complexa, sem causa conhecida, com sintomas invisíveis e variáveis, curso e tratamento indefinido. Diante de tantas incertezas as … Ler mais

Avonex Fica!

  A Portaria 44 de 19 de Outubro de 2017, revogou a Portaria 27, de 06 de Julho de 2016, que restringiu o uso da betainterferona intramuscular 1A 6.000.000 UI (30 mcg) no tratamento da esclerose múltipla do subtipo remitente recorrente no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS.   Com esta Portaria, o SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS – SUBSTITUTO, DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, no uso de suas atribuições legais, com base no art. 26 do Decreto n.º 7.646, de 21 de dezembro de 2011, à vista do que consta dos autos e pelas razões técnicas apresentadas pelo Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde, nota técnica n°. 002/2017, deferiu o recurso apresentado pela  Biogen Brasil Produtos Farmacêuticos Ltda,  contra a decisão que restringiu o uso da betainterferona intramuscular 1A 6.000.000 UI (30 mcg) no tratamento da esclerose múltipla do subtipo Remitente Recorrente no Sistema Único de Saúde – SUS.   Desta forma, o artigo 2º da Portaria 44/2017, revogou a portaria 27, logo, o AVONEX FICA e fica disponível para primeira linha, sem alterações.   Mais uma vitória para todos nós!

Planos de saúde vão oferecer 18 novos procedimentos em 2018

Em janeiro de 2018 entrará em vigor a nova cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A Resolução Normativa com a atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde será publicada nesta quarta-feira (8/11) no Diário Oficial da União e estabelece a inclusão de 18 novos procedimentos – entre exames, terapias e cirurgias que atendem diferentes especialidades – e a ampliação de cobertura para outros sete procedimentos, incluindo medicamentos orais contra o câncer. Pela primeira vez está sendo incorporado no Rol um medicamento para tratamento da esclerose múltipla. A nova lista de cobertura passa a valer a partir do dia 2 de janeiro e atenderá 42,5 milhões de beneficiários que possuem planos de assistência médica e 22,6 milhões com planos exclusivamente odontológicos. O Rol é obrigatório para todos os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da Lei nº 9.656/98, os chamados planos novos, ou aqueles que foram adaptados à lei. A lista de procedimentos cobertos pelos planos de saúde é atualizada a cada dois anos para garantir o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças através de técnicas que possibilitem o melhor resultado em saúde, sempre obedecendo a critérios científicos comprovados de segurança, eficiência e efetividade. Confira os principais procedimentos incorporados no Rol Acesse a lista completa de incorporações do Rol A diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Karla Coelho, explica que a atualização do Rol é um avanço importante para os beneficiários de planos de saúde e os critérios de revisão devem estar em constante evolução, sem, contudo, perder de vista a preocupação com a sustentabilidade do setor e a suficiência e disponibilidade de recursos. “Os procedimentos incorporados são aqueles nos quais os ganhos coletivos e os resultados clínicos são mais relevantes para os pacientes. Todavia, é importante ressaltar que a inclusão de tecnologias é sempre precedida de avaliação criteriosa, alinhada com a política nacional de saúde, e contempla, além das evidências científicas, a necessidade social e a disponibilidade de recursos”, destaca. “A existência de rede prestadora, a facilidade de utilização, manuseio, obtenção e disponibilização da tecnologia, insumos e matérias-primas são aspectos relevantes considerados quanto à incorporação dos procedimentos”, detalha. A diretora ressalta que a decisão pela inclusão também leva em consideração a prevalência de doenças na população. “No Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis possuem alta carga e impactam significativamente nos problemas de saúde em razão da mortalidade, morbidade e custos. A adoção da carga de doença como um dos elementos considerados na revisão, portanto, traz importantes subsídios para a tomada de decisão nesse processo”, avalia. A REVISÃO DO ROL A revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde faz parte de um processo contínuo e periódico realizado pela ANS. O normativo que atualiza a lista de coberturas foi elaborado após extensa discussão realizada no âmbito do Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (Cosaúde), composto por representantes do governo, do setor de saúde suplementar e de órgãos de defesa do consumidor e depois passou por consulta pública para manifestação de toda a sociedade. “As revisões periódicas são antecedidas por amplos debates com representantes de todo o setor. Entre novembro de 2016 e março de 2017, realizamos 15 reuniões para discutir o assunto”, informa a diretora. Até o final do ano, a ANS formará um Grupo Técnico específico para propor melhorias na revisão do Rol. A ideia é discutir e aperfeiçoar o processo de incorporação para que se torne ainda mais qualificado e adequado ao cenário do país, especialmente no contexto do rápido envelhecimento populacional e custos crescentes relacionados à saúde. As considerações técnicas a respeito de cada uma das propostas estão disponíveis no portal da ANS. Confira aqui. CONSULTA PÚBLICA A Consulta Pública nº 61 ficou disponível no período de 27/06/2017 a 26/07/2017 e recebeu 5.259 contribuições online, sendo 53% de consumidores, 26% de contribuintes que se identificaram como ‘outros’, 13% de prestadores de serviço, 4% de servidores públicos, 3% de operadoras de planos de saúde e 1% de gestores. A maior parte das contribuições válidas recebidas refere-se à inclusão de procedimentos (50%), seguida por alteração de diretriz de utilização (44%). Das sugestões efetuadas via consulta pública, foram acatados para inclusão três novos procedimentos. Outros dois procedimentos já constantes no rol tiveram suas diretrizes de utilização alteradas para que sejam utilizados em pacientes que mais se beneficiarão com o uso das tecnologias. “Essa etapa é importante pois abre a possibilidade para que toda a sociedade se manifeste sobre a cobertura obrigatória. É o principal momento para a participação dos beneficiários nesse processo. A participação social é um instrumento fundamental para a construção das políticas públicas de saúde”, destaca a diretora Karla Coelho. As contribuições enviadas foram analisadas quanto à sua pertinência e conformidade com o regramento legal. Procedimentos e tecnologias cuja exclusão de cobertura esteja prevista na Lei nº 9.656/98 não foram analisados. As considerações técnicas efetuadas pela ANS sobre as propostas enviadas via consulta pública também estão disponíveis para consulta. Acesse aqui. Veja no infográfico abaixo a distribuição das contribuições: PERGUNTAS E RESPOSTAS ROL DE PROCEDIMENTOS E EVENTOS 2018 – PERGUNTAS E RESPOSTAS 1. O QUE É O ROL DE PROCEDIMENTOS E EVENTOS EM SAÚDE? É a listagem mínima de procedimentos (consultas, exames e tratamentos) que os planos de saúde são obrigados a oferecer aos beneficiários. 2. QUEM TEM DIREITO ÀS COBERTURAS PREVISTAS NO ROL? Os beneficiários de planos novos, ou seja, aqueles que foram contratados a partir de janeiro de 1999, ou adaptados à legislação. 3. QUAL É A PRINCIPAL VANTAGEM DA ATUALIZAÇÃO DO ROL PARA OS CONSUMIDORES? A principal vantagem é ter acesso a procedimentos atuais, uma vez que as tecnologias evoluem, mas com segurança e efetividade comprovadas. 4. QUANTOS PROCEDIMENTOS FORAM INCLUÍDOS NA REVISÃO DO ROL QUE ENTRA EM VIGOR EM 2/1/2018? Foram incluídos 18 novos procedimentos e ampliada a cobertura para outros sete procedimentos, incluindo medicamentos orais contra o câncer. Destes, alguns contam com Diretrizes de Utilização, que relacionam cobertura à segurança e efetividade … Ler mais

Não passa!

A vida é cheia de surpresas. Quando pensamos que já vimos ou vivemos tudo o que há se ver e viver, vem um acontecimento novo inédito. É exatamente o que sinto com relação à esclerose múltipla. Cada dia é diferente. Existem dias que estou com a disposição de fazer um triátlon, enquanto que em outros não consigo nem arrumar a cama, ela fica bagunçada, com as cobertas emboladas o dia inteiro, fazendo-me lembrar daquela fadiga excessiva, incompatível com o esforço feito. É chamada fadiga crônica que anda de mãos dadas com uma dor neuropática. É até difícil explicar o que acontece, mas vou tentar esclarecer um pouco o que sinto: sabe quando você senta em cima da perna, ou dorme em cima de um dos braços, primeiro vem um formigamento intenso, afinal a circulação do sangue no local ficou prejudicada, depois o membro parece pesado e não corresponde imediatamente ao comando, parecendo estar bobo. Junte a isso uma fraqueza que faz com que você não consiga ficar em pé, tampouco caminhar. E como não poderia deixar de ser uma dor intensa, uma sensação de que suas forças acabaram, ficando difícil, senão impossível se mover, de fazer as tarefas mais banais. A sensação é péssima, e junto com ela vem à constatação de que você está fraco e que necessita de ajuda para ficar bem, ou melhor, para conseguir fazer o básico. É quase que imprevisível saber quando um episódio deste irá acontecer. As pessoas a nossa voltam assistente a tudo, não entende realmente como ocorre, nem compreende porque na maioria das vezes passa e tudo volta ao “normal”. O fato é que temos sintomas intermitentes ou flutuantes, sendo certo eu nem sempre são os mesmos, ou que ocorrerão da mesma forma. Nestas ocasiões sempre ouvimos de um parente ou amigo que tudo passará e que logo você estará melhor e que tudo voltará ao normal. Mas afinal, o que normal? Se todos somos diferentes, únicos, a dor de um não é necessariamente igual a do outro. As pessoas sentem de forma diferente as dores e as oscilações da vida. O fato é que cada dia para uma pessoa com uma doença crônica e cheia de facetas como a esclerose múltipla é diferente e traz consigo um desafio diferente, sempre há que superar e o que reinventar. Superação e mais superação, um passo de cada vez, sempre em frente é assim que tem que ser. Já houve dias em que não consegui escovar os dentes com a mão direita, sendo certo que sou destra, nessa ocasião tive de utilizar a mão esquerda. Assim como, às vezes não consigo sequer cortar um pedaço de carne, pois a fraqueza é tanta, que me sinto esgotada. Até caminhar, coisa simples que aprendemos quando muito pequenos, pode tornar-se tarefa difícil. É por essa razão, que sempre digo aquelas pessoas que torcem por mim e que tentam me animar: NÃO PASSA. Aquele sintoma ou incomodo pode passar, mas depois viram outros, retornarão os primeiros e assim por diante. Temos que viver o presente, procurando fazer o que é melhor para nossa saúde, sem que sejamos iludidos ou enganados pela impressão, ou até pelo desejo do outro, que passará e que tudo voltará ao normal, como se a patologia fosse desaparecer como por milagre. A esclerose múltipla é uma doença que não tem cura, progressiva, remitente-recorrente, enfim com múltiplas nomenclaturas, que só revelam suas mil faces. NÃO PASSA, ela estará ali sempre, nos desafiando e testando. Devemos conviver com ela da melhor forma possível, com otimismo, mas com realismo, sempre nos perguntando: como estou hoje? O que posso e o que devo fazer hoje? Sempre é possível fazer algo… Não nos esqueçamos disso. Conviver com uma doença como essa é difícil, mas não é impossível, autoconhecimento e o conhecimento real da patologia são armas poderosíssimas e aliadas sempre. Vamos continuar a nossa jornada com sabedoria, paciência e alegria, pois afinal de contas podemos e devemos ser felizes sempre!    

Resumos BCTRIMS – 2017

OFTALMEPLEGIA INTERNUCLEAR NA ESCLEROSE MÚLTIPLA   Dias, M., Silva, R.P, L., dos Santos, L.F.R., Simandi, T.M., Canzonieri, A. M.   Introdução: A esclerose múltipla (EM) doença inflamatória e demielinizante do sistema nervoso central, que em muitos casos pode acometer o nervo óptico ocasionando diversas alterações visuais. Objetivo: Demonstrar a importância da terapia visual em paciente com oftalmeplegia internuclear. Métodos: Estudo de caso de homem, 40 anos, solteiro, com EM do tipo secundariamente progressiva, com EDSS 6,5, diagnosticado há 19 anos, com oftalmoplegia internuclear, que realiza neurorreabilitação em Instituição Social Civil, em São Paulo. Foi atendido no serviço de terapia visual onde foram realizados os testes de acuidade visual, esteriopsia (visão de profundidade), óculos motores e para cores de Ishihara, depois foram realizadas 8 sessões, semanal, de 45 minutos, em que se desenvolveu a estimulação dos músculos extrínsecos e para a acuidade visual. Resultados: O paciente apresentou rebaixamento da acuidade visual, não tinha visão de profundidade, não via com nitidez as cores verde, vermelho e amarelo, e foi constatado paralisia dos músculos extrínsecos. Pelos exercícios de estimulação dos músculos reto medial (que ativa o 3º. par de nervos) e reto lateral (que ativa o 6º. par de nervos) durante as 8 sessões, observou-se uma melhora no movimento ocular (momentânea) e na acuidade visual. Conclusão: Após as sessões de terapia visual, obteve-se melhora dos músculos extrínsecos, possibilitando o paciente a melhor movimentação ocular, acuidade visual e estereopsia.   PROJETO PILTOTO: NEUROVISÃO Silva, R.P, L., Ribeiro, L. F., Simandi, T. M., Canzonieri, A. M. Introdução: A esclerose múltipla (EM) doença inflamatória e demilelinizante do sistema nervoso central, que em muitos casos pode acometer o nervo óptico ocasionando diversas alterações visuais. Objetivos: Demonstrar alterações visuais de pacientes com EM. Métodos: Projeto piloto de avaliação neurovisual em 6 pacientes com EM, sendo 5 mulheres e 1 homem, em Instituição Social Civil, em São Paulo. Amostra entre 23 e 60 anos, 4 pessoas com ensino superior, tempo de adoecimento entre 10 e 24 anos, sendo 3 pessoas com tipo remitente recorrente e 3 com secundariamente progressiva, 3 pessoas com EDSS 3, com EDSS 6,5 são 2 pessoas e 1 com EDSS 6. Resultados: Os 6 pacientes tiveram alteração do movimento muscular, porém 1  pessoa  que teve alteração do movimento muscular alterado não teve outra alteração, supõe-se esta ocorrência em função da idade (23 anos), sendo que 5 pacientes estão acima dos 35 anos; 4 pacientes com visão normal e 1 paciente necessita correção com lentes; 4 pessoas com alteração de desvio intermitente e 1 trópico; 5 pessoas com reação pupilar lenta; 4 pessoas com visão de profundidade insuficiente; 1 com alteração de cor amarelo e vermelho e 1 com alteração de cor verde e vermelho, predominando em ambos os caso a alteração de cor vermelha. Conclusão: Observou-se que os pacientes com EM, possuem alterações visuais significativas e supõe-se que haja piora com o aumento da idade, pois as 5 pessoas com maiores comprometimentos estavam acima dos 35 anos.   A AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PILATES EM PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA COM RECUPERAÇÃO DE SUBTÍTULO CLÍNICO Ferrero, G.M., Telles, J. A. R., Sciarinni, B. H., Gaudereto, B. L., Ribeiro, L. F., Simandi, T. M., Canzonieri, A. M.   INTRODUÇÃO: A Esclerose Múltipla é uma doença inflamatória mediada pelo sistema imunológico que causa lesões no cérebro e na medula espinhal. A correlação entre apresentações clínicas e sintomas é extremamente complexa. Os subtipos clínicos de Esclerose Múltipla são remitente recorrente (RR), secundariamente progressivo (SP) e primariamente progressivo (PP). O subtipo RR é definido com surtos clínicos ou lesões no sistema nervoso central (SNC), com maiores alterações fenotípicas. Os níveis de incapacidade devem ser quantificados por meio da Escala Expandida de Status de Incapacidade. São subdivididos em oito sistemas funcionais com um escore total que caracterizam o estágio de incapacidade. OBJETIVO: Investigar a avaliação de pacientes com EM RR após um programa de Pilates. MÉTODOS: Este estudo foi realizado em uma Organização Social, em São Paulo. Avaliaram-se 13 pacientes de 25 a 70 anos, EDSS de 2,5 a 6,0, durante 9 sessões. A análise foi baseada na avaliação da força de membros distal superior e inferior, com teste de medida manual baseado no Medical Research Council, com escala de equilíbrio de Berg, fadiga com Escala de Impacto de Fadiga Modificada (MFIS) e disfunção urinária com o Ciclo Internacional de Consolação de Incontinência (ICIQ). RESULTADOS: Houve um resultado significativo estatisticamente positivo na tabulação cruzada da força muscular distal do membro inferior esquerdo. As demais variáveis ​​que cruzaram sexo, idade e outras escalas funcionais não foram estatisticamente significativas. CONCLUSÃO: Houve um menor nível de melhora das escalas funcionais e do programa Pilates. Embora, a quantidade de sessões e a amostra foram pequenas, justificando os resultados da nossa comparação. Na prática clínica observamos melhora dos sinais e sintomas desses pacientes. Outros estudos devem ser feitos, para provar a importância do Pilates na reabilitação de pacientes com Esclerose Múltipla.   O impacto do Pilates na qualidade de vida e no cansaço de pacientes com Esclerose Múltipla – Relato de Caso Ferrero, G.M., Telles, J. A. R., Sciarinni, B. H., Gaudereto, B. L., Ribeiro, L. F., Simandi, T. M., Canzonieri, A. M.   Introdução: A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença auto-imune desmielinizante com um componente degenerativo da lesão axonal do sistema nervoso central. Os principais sintomas são déficits motores, cognitivos e fadiga, que afetam diretamente a qualidade de vida. O Método Pilates baseia-se em exercícios físicos seguindo os princípios de respiração, contração de força central, concentração, controle, precisão e fluidez, melhorando a força muscular, flexibilidade, equilíbrio, controle de tronco, entre outros. Supõe-se que poderá contribuir com a melhora física de pacientes com EM. Objetivo: Verificar o impacto do treinamento com Pilates em pacientes com EM. Métodos: A avaliação foi realizada antes e após a intervenção e repetida após 5 meses, por meio das escalas de Qualidade de Vida da Esclerose Múltipla – 54 (MQOSL-54) e da Escala de Impacto de Fadiga Modificada (MFIS). Foram realizadas oito sessões de 45 minutos, semanal por … Ler mais

Recomendações sobre as tecnologias avaliadas – 2017

                                                    l ORDEM CRONOLÓGICA l ORDEM ALFABÉTICA l                                                             l 2012 l 2013 l 2014 l 2015 l 2016 l 2017 l  TECNOLOGIA AVALIADA RELATÓRIO DE RECOMENDAÇÃO DA CONITEC DECISÃO  PORTARIA 2017 Alentuzumabe Relatório 306 – Alentuzumabe no tratamento da esclerose múltipla remitente recorrente após falha terapêutica com betainterferona ou glatirâmer Não incorporar ao SUS Aguarda decisão do secretário Artemeter Relatório 305 – Desinvestimento do medicamento artemeter para o tratamento de Malária Grave Exclusão do SUS Aguarda decisão do secretário Fumarato de dimetila Relatório 286 – Fumarato de dimetila no tratamento da esclerose múltipla remitente recorrente após falha com betainterferona ou glatirâmer Incorporar ao SUS* SCTIE/MS nº 39/2017 – Publicada em 04/09/2017 Levetiracetam Relatório 289 – Levetiracetam para o tratamento de convulsões em pacientes com microcefalia Incorporar ao SUS* SCTIE/MS nº 38/2017 – Publicada em 04/08/2017 Laronidase Relatório 293 – Laronidase como terapia de reposição enzimática na mucopolissacaridose tipo I Incorporar ao SUS* SCTIE/MS nº 37/2017 – Publicada em 04/08/2017 Raltegravir Relatório 295 – Raltegravir em primeira linha de tratamento de pessoas vivendo com HIV/Aids Incorporar ao SUS* SCTIE/MS nº 36/2017 – Publicada em 04/09/2017 Aspartato de Ornitina Relatório 279 – Aspartato de ornitina para o tratamento da hiperamonemia produzida por doenças hepáticas agudas e crônicas Não incorporar ao SUS SCTIE/MS nº 34/2017 – Publicada em 04/09/2017 PCDT – Hepatite C e Coinfecções Relatório 277 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções  Aprovar PCDT SCTIE/MS nº 33/2017 – Publicada em 04/09/2017 Levetiracetam Relatório 282 – Levetiracetam como terapia adjuvante em pacientes com epilepsia mioclônica juvenil resistentes à monoterapia Incorporar ao SUS* SCTIE/MS nº 30/2017 – Publicada em 03/08/2017 Trastuzumabe Relatório 287 – Trastuzumabe para o tratamento do câncer de mama HER2-positivometastático em primeira linhade tratamento Incorporar ao SUS* SCTIE/MS nº 29/2017 – Publicada em 03/08/2017 Mesilato de rasagilina e levodopa Relatório 280 – Mesilato de rasagilina em combinação com levodopa para o tratamento de pacientes com doença de Parkinson com complicações motoras Incorporar ao SUS* SCTIE/MS nº 27/2017 – Publicada em 03/08/2017 Tecnologia de Monitoramento remoto Relatório 281 – Biotronik Home Monitoring System® para avaliação remota de pacientes portadores de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis Incorporar ao SUS* SCTIE/MS nº 26/2017 – Publicada em 03/08/2017 Alfataliglicerase Relatório 278 – Alfataliglicerase para o tratamento da doença de Gaucher Ampliar uso* SCTIE/MS nº 25/2017 – Publicada em 20/07/2017 PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes Relatório 265 – PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes Aprovar PCDT SCTIE/MS nº 31/2017 – Publicada em 05/09/2017 PCDT -Esclerose Sistêmica Relatório 284 – Esclerose Sistêmica Aprovar PCDT Portaria Conjunta nº 9/2017 – Publicada em 15/08/2017 PCDT – Espondilite Ancilosante Relatório 276 – Atualização de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Espondilite Ancilosante Aprovar PCDT Portaria Conjunta nº 7/2017 – Publicada em 19/07/2017 PCDT – Artrite Psoríaca Relatório 277 – Atualização de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Artrite Psoríaca Aprovar PCDT Portaria Conjunta nº 6/2017 – Publicada em 19/07/2017 PCDT – Imunossupressão no Transplante Hepático em Adultos Relatório 236 – Atualização de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Imunossupressão no Transplante Hepático em Adultos Aprovar PCDT Portaria Conjunta nº 5/2017 – Publicada em 27/06/2017 PCDT Doença de Gaucher Relatório 278 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Doença de Gaucher Aprovar PCDT Portaria Conjunta nº 4/2017 – Publicada em 27/06/2017 PCDT Puberdade Precoce Central Relatório 272 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Puberdade Precoce Central Aprovar PCDT Portaria Conjunta nº 3/2017 – Publicada em 08/06/2017 PCDT Distonias e Espasmo Hemifacial Relatório 252 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Distonias e Espasmo Hemifacial Aprovar PCDT Portaria Conjunta nº 1/2017 – Publicada em 29/05/2017 PCDT Espasticidade Relatório 251 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Espasticidade Aprovar PCDT Portaria Conjunta nº 2/2017 – Publicada em 29/05/2017 PCDT Profilaxia Pré-exposição (PrEP) Relatório 274 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da profilaxia pré-exposição de risco à infecção pelo HIV (Prep) Aprovar PCDT SCTIE/MS nº 22/2017 – Publicada em 29/05/2017 Tenofovir e Entricitabina Relatório 273 – Tenofovir associado a entricitabina (TDF/FTC 300/200mg) como profilaxia pré-exposição (PrEP) para populações sob maior risco de adquirir o vírus da imunodeficiência humana (HIV) Incorporar ao SUS* SCTIE/MS nº 21/2017 – Publicada em 29/05/2017 Rituximabe Relatório – Rituximabe subcutâneo para o tratamento de linfoma não Hodgkin de células B, folicular, CD20 positivo, não tratado previamente em combinação com quimioterapia Aguarda decisão do secretário – Rituximabe Relatório – Rituximabe subcutâneo para o tratamento de linfoma não Hodgkin difuso de grandes células B, CD20 positivo Aguarda decisão do secretário – PCDT Fibrose Cística: Insuficiência Pancreática Relatório 270 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Fibrose Cística: Insuficiência Pancreática Aprovar PCDT Portaria Conjunta nº 8/2017 – Publicada em 15/08/2017 PCDT Fibrose Cística: Manifestações Pulmonares Relatório 271 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Fibrose Cística: Manifestações Pulmonares Aprovar PCDT Portaria Conjunta nº 8/2017 – Publicada em 15/08/2017 PCDT Distúrbio Mineral Ósseo Relatório 246 – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Distúrbio Mineral Ósseo Aprovar PCDT SAS/MS nº 801- Publicada em 25/04/2017 Teriflunomida Relatório 259 – Teriflunomida para primeira linha de tratamento da esclerose múltipla remitente recorrente Incorporar ao SUS* SCTIE/MS nº 19/2017 – Publicada em 24/04/2017 Ampliar o tempo de tratamento com sofosbuvir e daclastavir Relatório 265 – Ampliação do tempo de tratamento HCV – Genótipo 3 com Cirrose, para 24 semanas Incorporar ao SUS* SCTIE/MS nº 18/2017 – Publicada em 24/04/2017 Republicada em 18/05/2017 Alfanonacogue Relatório 258 – Alfanonacogue – Benefix® para hemofilia B em pacientes menores de 19 anos de idade Não incorporar ao SUS SCTIE/MS nº 17/2017 – Publicada em 24/04/2017 Radioterapia de intensidade modulada Relatório 204 – Radioterapia de intensidade modulada (IMRT) para o tratamento de tumores de cabeça e pescoço em estágio inicial e localmente avançado Não incorporar ao SUS SCTIE/MS nº 16/2017 – Publicada em 12/04/2017 Associação de sulfato de polimixina B 10.000 UI, sulfato de neomicina 3,5 … Ler mais