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    Tratamento de EM com células-tronco – Posicionamento

    Tratamento de EM com células-tronco – Posicionamento

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    Na semana passada, a atriz Cláudia Rodrigues, famosa por papéis como a Marinete, no programa “A Diarista” (exibido pela Rede Globo entre 2004 e 2007), e paciente de Esclerose Múltipla há 15 anos, divulgou o tratamento contra a EM a qual foi submetida no final do ano passado. Ela passou por um transplante de células-tronco, também conhecido como transplante de medula óssea.

    Durante uma reportagem exibida pela Rede Record de Televisão, no dia 31/01, Cláudia contou detalhes sobre o procedimento e afirmou se sentir curada, embora ainda estivesse no início de sua recuperação. Após a notícia, recebemos questionamentos de diversos pacientes sobre o caso, com dúvidas a respeito desse tipo de tratamento e sua eficácia.

    Portanto, vamos explicar o que é e como é feito o tratamento:

    O transplante autológico de células-tronco hematopoiéticas (TACT) é um tratamento de imunossupressão de altas doses, ou seja, ele praticamente interrompe a atividade ou a eficiência do sistema imunológico para impedir que o mesmo ataque o sistema nervoso. Após isso, o paciente passa pelo transplante com células-tronco para construir um novo sistema imunológico.

    O tratamento é bem forte e pode debilitar bastante o paciente. Quem assistiu a entrevista da Cláudia Rodrigues, pode reparar que a mesma utilizava uma máscara de proteção e não pode ter contato físico com ninguém por um longo período. Isso acontece porque o sistema imunológico da pessoa está frágil e o risco de infecções é muito grande. Além disso, o procedimento é extremamente delicado, podendo levar o paciente a óbito.

    Por esse motivo, é considerado um tratamento de exceção, indicado em apenas poucos casos. Outro ponto que ainda está em discussão são os seus efeitos em longo prazo, ou seja, ainda não se sabe sobre a frequência dos surtos ou progressão da EM após um tempo considerável da realização do transplante.  Também é preciso esclarecer que o TACT não cura a EM, e sim, estabiliza a doença.

    Por fim, informamos que atualmente o tratamento ainda está sendo estudado por equipes médicas ao redor do mundo e nosso maior desejo é que cada vez mais avanços sejam conquistados em prol da qualidade de vida das pessoas com EM.

    Com relação à atriz Cláudia Rodrigues, respeitamos sua escolha e de seus médicos e desejamos que a sua recuperação seja a melhor possível.

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