• 28 JUL 17
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    Tombos e pontos, cadeiras e bengalas.

    Tombos e pontos, cadeiras e bengalas.

    Quem nunca levou um tombo, daqueles cinematográficos de morrer de vergonha ou de rir?

    Nós os Quebradinhos, somos experts nisso…

    Caímos de maduros, não porque a gente quer, enfim ninguém quer.

    Já caí caminhando da cozinha para o quarto, na rua….

    Claro, já tomei uns pontos no supercílio, sim caí de cara no chão. Acredito que muito de nós não possa participar de concursos para eleger joelhos e cotovelos mais bonitos. Talvez, cotovelos com mais hematomas e joelhos com mais cicatrizes.

    Concursos à parte, alguns de nós machucam-se feio; Ossos quebrados…

    Eu, graças a Deus, tenho muitas cicatrizes e hematomas, orgulho ferido e só isso.

    Tombar é sempre desgastante, não só para quem cai, mas também para quem socorre e cuida da gente.

    Primeiro, preocupação, depois advertência: -já falei para tomar cuidado menina.

    E a gente nem sabe por que caiu. Às vezes foi falta de equilíbrio, cansaço, fraqueza…

    Amigos, a gente pode não saber, mas tem que tomar providências para não se deixar dominar pelas quedas.

    Prevenção é tudo. Além daquelas dicas, de não usar tapetes pela casa e tantas dicas a mais.

    Quero comentar sobre o uso da bengala, andador ou cadeira de rodas. Relutamos muito em usar, sob a perspectiva que os usaremos pelo resto da vida, que não queremos ficar dependentes, ou, mais infantilmente, que seremos chamados de aleijados.

    Procurem olhar esses acessórios como seus amigos, eles dão autonomia, muito preciosa para nós.

    Se alguém te aconselha ao uso de uma bengala ou andador, ou cadeira, considere o uso. É sinal de cuidado de quem observa de fora…

    Antes da revolta, sinta-se feliz porque você ainda pode ter liberdade…

    Dê nome aos seus auxiliares de locomoção: Jezebel, Ferrari; bom humor ajuda o estranho da situação.

    Revolte-se um pouquinho, afinal você também tem um pouco de orgulho e precisa extravasar a emoção, mas antes de tudo seja racional.

    Podemos evitar muitos acidentes.

    Evitar acidentes é dever e direito de todos.

     

    Por: Regina Mimura

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  • Posted by Soraia on 28 de julho de 2017, 18:50

    Re…como.sempre leve, até em assuntos tão delicados… Tombos são rotina e temos que cuidar para que eles fiquem só nos.filmes….

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  • Posted by rosana on 28 de julho de 2017, 20:19

    Re, você está se tornando uma excelente redatora. Parabéns.

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  • Posted by Marcelo M. Oliveira on 28 de julho de 2017, 20:31

    Texto bem suave e tranquilo Regina,

    Uma ótima maneira de abordar essas situações desagradáveis que podem acontecer a qualquer instante e com mais frequência a quem é paciente de EM.

    Pontos no queixo, ferimentos pelo corpo e ou outros já tenho e é muito melhor se prevenir com um acessório a arcar com as consequências, físicas ou estéticas, de uma teimosia.

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  • Posted by Hilda Sano on 29 de julho de 2017, 10:21

    Oi, Maria Regina
    Antes prevenir do que remediar! Conselho muitas vezes esquecido mas tão útil, e que você abordou tão naturalmente!
    E esses acessórios que rejeitamos são realmente nossos pontos de apoio!
    Questão bem colocada!
    Abraço!
    Hilda

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  • Posted by Maria Clara M.M.Benfatti on 30 de julho de 2017, 20:18

    Mais uma vez, um texto lindo e inspirador.
    Tudo bem. Eu deixo você se revoltar. Mas só um pouquinho. Rsrsrs
    De mais a mais, quem nunca caiu? Tropeçou?
    Eu já perdi as contas de tantas vezes em que a cena ocorreu comigo. E, olha, nem sou portadora de EM. Sou desatenta e destrambelhada mesmo.
    Por isso, jamais sinta-se envergonhada por cair, desequilibrar ou usar seu "automóvel". Te amo! Bj

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