• 03 JUL 20
    • 13
    Pós pandemia

    Pós pandemia

    O que acontecerá quando tudo acabar? A pandemia pode acabar de várias maneiras, dependendo do ponto de vista.

    Epidemiologicamente, depende da famigerada imunidade de rebanho, quando a população chegar a ela.

    Imunidade de rebanho  é o efeito de proteção que surge em uma população quando uma percentagem alta de pessoas se vacinou contra uma certa doença. Por obra da “imunidade de rebanho”, mesmo quem não está vacinado fica protegido do patógeno causador da doença. Exemplo clássico de vacina que produz imunidade de rebanho quando 95% de uma população a recebeu: a vacina contra o sarampo. Com 95% das pessoas imunizadas, o vírus não circula mais, a doença desaparece e quem não pode tomar a vacina fica protegido. http://coronavirus.butantan.gov.br/ultimas-noticias/o-que-e-imunidade-de-rebanho

    Biologicamente, será mais  um fenômeno natural e evoluído que não terminará, apenas se processará

    Se a definição de pandemia valer, nossa mente poderá ter  noção de um final, não o processo biológico em si.

    O assunto do texto não é o final da pandemia- mas o que será depois .

    O que será depois de nós, da Terra, da economia , da liberdade, do beijo, do abraço ou  do aperto de mão.

    Eu não sou advinha, não tenho premonições. Gostaria como sempre de refletir.

    Nos recuperaremos economicamente? Muito provável, mas vai demora, e exigirá muito cuidado ;  mas o mercado se restabelecerá, continuarão existir pobres e ricos; e,  a desigualdade continuará, de qualquer maneira.

    Como serão nossas relações como amigos? Talvez estejamos mais ternos, mais compreensivos, mas ainda teremos medo de nossas manifestações de amizade; curtiremos um aceno  e nos contentaremos assim.

    Como serão os encontros de família, o almoço de domingo, ,o Natal? Aprenderemos  com a pandemia, qual o verdadeiro significado destas datas dessas reuniões?

    Comeremos em público um cachorro quente lambuzado no carrinho da rua? Acho q sempre, a fome fala mais alto, seja a sua ou do vendedor do “Hotdog”  que põe  à  mesa o arroz feijão.

    As relações de trabalho serão diferentes? Sim; a tecnologia, proporcionará artefatos antes inexistentes, meios de produção diferentes..  Podemos trabalhar em casa e produzir mais; porém essa produtividade poderá nos escravizar com a exigência patronal

    A dualidade mestre-senhor do filósofo Hegel mudará. A liderança será diferente

    Os núcleos familiares serão menores e mais embalados pela confiança.

    A escola vai transformar-se; os alunos da pandemia perderam a experiência das aulas presenciais, mas ganharam um verniz de aspecto tecnológico. Acentuará mais as diferenças sociais também pela distribuição desigual da famigerada internet

    Já não leremos gestos, expressões faciais, porque nosso sorriso será enquadrado  virtualmente numa vídeo chamada.

    A solidariedade existirá, mas as suas lições  serão esquecidas.

    A história conta que a humanidade com sua capacidade de adaptação resistirá , se adaptará. Já  aconteceram: guerras, a peste negra, a gripe espanhola, e, embora catastróficas; algumas coisas não mudam.

    Oxalá,  a humanidade mudasse para melhor, para o cuidado de si e do planeta.

    Se você tem insônia, por causa de ansiedade sobre o que acontecerá depois da pandemia, se você acredita em um “novo normal” , desculpe não existe normal . Existe só a história de uma maneira diferente. Nem melhor , em pior apenas diferente.

    Seremos ainda humanos com mais experiência e diferentes. Espero que não seja só isso.

     

    “Quando a situação for boa desfrute a . Quando a situação for ruim , transforme a. Quando a situação não puder ser transformada, transforme-se. 

     

    “Não espero mais nada da  minha vida. – Não e a vida que espera algo de você?” Viktor Frankl

     

    Ambas citações  Folha de São Paulo, 30 de abril citado por Mirian Goldenberg

    Leave a reply →
  • Posted by Eliane Lopes sanches on 3 de julho de 2020, 19:40

    Parabéns pela belíssima reflexão

    Reply →
  • Posted by Deborah on 3 de julho de 2020, 19:54

    Re, eu estou na torcida, mas sem muita esperança, que possamos aprender com tudo isso. Que pelo menos sejamos capazes de olhar o outro e respeita-lo de fato. Bjs

    Reply →
  • Posted by Rosiris on 3 de julho de 2020, 20:25

    Parabens pela reflexao.
    Como sempre, ARRASOU!!!
    bjs

    Reply →
  • Posted by CECÍLIA on 3 de julho de 2020, 21:14

    Sim! um "novo normal", mas torcendo para que seja diferente, melhor pelo menos, com tantos atos de solidariedade se repetindo cada vez mais, e não no esquecimento.
    Que filhos olhem para seus pais com mais carinho e compreensão; que os irmãos e os amigos se tornem mais próximos; que o patrão compreenda melhor a vida dos seus funcionários, de modo que todos possam viver com um pouco (ao menos) de felicidade!!
    Parabéns pelo texto! Bjs

    Reply →
  • Posted by Maria Rita Esteves Martins on 3 de julho de 2020, 22:35

    Ótima reflexão. Mas tudo está do mesmo jeito. Não consigo ver nada diferente. Só sinto falta dos abraços e beijos. Beijinhos minha querida prima

    Reply →

Leave a reply

Cancel reply