Sofrer

Agradeço a todos pela solidariedade que prestaram a mim, lendo e refletindo o texto passado. Este aqui é mais uma reflexão, um eco dos menus pensamentos. Desculpem o momento para mim não é bom. Vago por caminhos escuros e confusos, escrever me ajuda e fortalece o sentido de aprender. Todos nós, já tivemos momentos ruins,

Aceitar e Superar

No momento do diagnóstico da Esclerose Múltipla levamos aquele choque e depois entramos num processo de negação e de aceitação, que muitas vezes é doloroso e demorado. Junto com esses sentimentos vem também revolta e inevitavelmente a pergunta: “por que comigo? Por que eu? Depois de quase dez anos de diagnóstico confesso que sempre estou

O cansaço

O cansaço me assola, muito  e profundamente. Não é novidade para nenhum de nós os quebradinhos e também  para os não quebradinhos. Eu defino alguns cansaços. Há aquele cansaço físico, o saudável e o não muito saudável, resultante de atividades físicas, do trabalho físico e aquele definido pelas doenças, em especial pela esclerose múltipla. Aquele esgotante, que

Você pode ir à Europa Parte 4: Como lidei com a esclerose

“Ah, Rafaella, porque você falou tão pouquinho de Amsterdã e está falando tanto sobre Paris?”, você pode se perguntar. Pra ser sincera, eu também não sei. Talvez seja porque lá eu visitei mais lugares, enfrentei mais medos (por não falar francês, por exemplo) e por ver coisas que antes só conhecia pelos filmes. Tudo surreal,

Diferentes !

  A única certeza que temos na vida é que somos diferentes. Um lado do nosso corpo não é igual ao outro, os dedos das mãos não são iguais, portanto, fácil concluir que nenhum ser humano é igual ao outro. Outra fácil constatação é que cada um de nós pacientes com esclerose múltipla é diferente,

Homenagem à família

Seguindo  algumas solicitações, tentarei escrever sobre a família e a participação na vida de quebradinhos ou não. Primeiramente, queria fugir dos clichês do que se escreve sobre família, mas, reparei que é muito difícil. A família é um  grupo de pessoas que habitam o mesmo teto; um grupo de pessoas com ancestralidade comum. Ou o que todo

Você pode ir à Europa – Parte 3

Finalmente estava em Paris! Depois de mais de 7h sem comer nada, só bebendo água, eu estava no meu hostel. Tive de sair em busca de comida e naquela altura do campeonato qualquer coisa servia. Na esquina, havia uma hamburgueria e foi lá que matei quem estava me matando. Depois de tomar um bom banho

A Tentação

Não sei se é bom ou ruim, mas tenho o hábito de ler jornal de manhã, sim; a velha imprensa escrita contempla minhas estapafúrdias ideias de manhã. Sou uma leitora um pouco desatenta, passo os olhos nas manchetes e demoro um pouco mais nas reportagens que me interessam e nas colunas. Adoro tirinhas também, mas

Você pode ir à Europa – Parte 2

No primeiro texto sobre minha viagem, contei um pouco sobre minha estadia de 3 dias em Amsterdã. De lá parti de ônibus em direção à Paris. Foram 7 horas de viagem, que contou com alguns contra tempos, como o fato de eu não ter levado comida o suficiente e ter passado muita fome e de

Não passa!

A vida é cheia de surpresas. Quando pensamos que já vimos ou vivemos tudo o que há se ver e viver, vem um acontecimento novo inédito. É exatamente o que sinto com relação à esclerose múltipla. Cada dia é diferente. Existem dias que estou com a disposição de fazer um triátlon, enquanto que em outros