• 22 FEV 19
    • 38
    Não poderia deixar de falar de…

    Não poderia deixar de falar de…

    Não poderia deixar de falar de …

    Além da tragédia humana e o drama das famílias, a superexploração pelos noticiários.

    Além da culpa nas mais diferentes esferas de: indivíduos, empresa, governos.

    Gostaria de falar sobre um prejuízo maior: o do meio ambiente, talvez com consequências menores que em Mariana, um desastre ambiental que destruiu milhões de anos de evolução, representados pelos seres vivos : plantas e animais.

    O rio  está morto, sem oxigênio, e era imensamente piscoso. Azar dos pescadores. Azar nosso. Metade de Belo Horizonte recebia água do Paraopeba, agora nem pensar, ainda bem que existem outras fontes. É o São Francisco será que receberá rejeitos? Oxalá,  não.

    O resíduo, da pedra itabirito e hematita, ambos minérios de ferro foi acumulado numa barragem de alteamento montante; opção mais barata e menos segura.

    Será que valeu a pena? O mais barato pode sair mais caro.

    Um poeta profetizou problema: homem é feito de ferro e havia uma pedra no caminho.

    A água chora barrenta e poluída.

    Quanto demorará a consertar isso?

    Não consigo fazer uma previsão, mas levará  muito tempo.

    Vocês conseguem perceber a efemeridade do acidente e a permanência do desastre?

    Pouco tempo para ocorrer, muito tempo para recuperar, o que há para recuperar,  muitas coisas não são recuperáveis.

    Trocamos o sustentável pelo econômico?

    O econômico passa na frente da sobrevivência dele mesmo, da sustentabilidade, o sustentável é feito de escolhas.

    Assim como o rio passa uma única vez num lugar, a lama passou uma única vez e deixou seu rastro.

    O barro que seca a vida, destrói a construção humana, tudo porque alguém não previu. Ou se previu, não preveniu. E a natureza chora lá fora.

     

    Não adianta sonhar com uma reforma da natureza ou com a colonização da galáxia. Só o reconhecimento do caráter frágil e único da biosfera terrestre saciará a fome humana por um sentido da vida.

     Edward O. Wilson

    Leave a reply →
  • Posted by eliane lopes sanches on 22 de fevereiro de 2019, 21:26

    Fico abismada com o descaso da vida humana e o meio ambiente. O estrago que foi feito na natureza e a perda de centenas de vidas me faz acreditar que o homem não tem a noção do dano feito.
    Infelizmente é só o dinheiro que tem a primeira importância nesse pais.
    Parabens pelo texto

    Reply →
  • Posted by Maria Rita Esteves Martins on 22 de fevereiro de 2019, 21:42

    Regina excelente texto mas enquanto não prenderem o DONO da Vale outros desastres acontecerão. O pessoal que mora em Nova Lima estão desesperados que o próximo seja lá. Mas o que fazer se o DONO DA VALE continua solto e so pensando em quanto vai ganhar e ter de retorno o povo que se dane. Bjs

    Reply →
  • Posted by Rosiris on 22 de fevereiro de 2019, 21:53

    Regina
    Parabens peli texto…bjs

    Reply →
  • Posted by Deborah on 22 de fevereiro de 2019, 23:31

    Rezinha, será que um dia recupera?….. tantos anos de evolução também perdidos. Acredito que a história foi alterada e não há recuperação. Terá uma nova história. Isso se deixarmos ….. bjs

    Reply →
  • Posted by Yur tedesco on 23 de fevereiro de 2019, 10:41

    Regina, formidável o texto.Abraço.

    Reply →

Leave a reply

Cancel reply