• 21 FEV 16

    Diagnóstico

    tratamentos

    A primeira coisa a ser feita em caso de “suspeita” de Esclerose Múltipla é buscar esclarecer o diagnóstico. Deve-se então procurar um médico neurologista, que é o profissional mais adequado para investigar e tratar pacientes com a doença.

    Existe uma série de doenças inflamatórias e infecciosas que podem ter sintomas semelhantes ao da Esclerose Múltipla. O mais importante é aliar os aspectos: conhecimento médico, a história da pessoa e exames físicos, neurológicos e laboratoriais.

    Os enganos mais comuns:

    • Subvalorizar ou supervalorizar sintomas, levando a falso positivo e falso negativo em relação ao diagnóstico de EM.
    • Em caso de dúvida, aconselha-se repetir os exames.

     

    Os critérios básicos para diagnosticar a EM são:

    • Evidência de múltiplas lesões no Sistema Nervoso Central (SNC).
    • Evidência (clínica ou paraclínica) de pelo menos dois episódios de distúrbio neurológico num indivíduo entre 10 e 59 anos de idade.

     

    Os exames solicitados pelo médico neurologista para auxiliar no diagnóstico são:

    • Ressonância Magnética de crânio e coluna em níveis cervical, torácico, lombar (em alguns casos).
    • Líquor onde o fluido que banha o SNC é retirado para exame.
    • Potencial evocado que mede a condução nervosa no seu trajeto visual, auditivo, motor e sensorial.

     

    Taxa de prevalência da doença

    De acordo com o Atlas da Esclerose Múltipla de 2013, a prevalência da doença no Brasil é de 5,01 a 20 pessoas a cada 100 mil habitantes. Quanto mais distante da linha do equador, ou seja, maior latitude, maior a prevalência.

    É uma doença que acomete adultos jovens, principalmente mulheres. Mais comum em caucasianos do que em outros grupos raciais.

    Idade de maior adoecimento entre 20 e 50 anos, mas hoje já se faz cada vez mais o diagnóstico em idades inferiores, inclusive em adolescentes e crianças. Acima dos 50 anos também há casos de inicio da doença descritos.

    Tipos de EM

    1. Evolui em surtos cujos sintomas ocorrem de maneira súbita com posterior recuperação parcial ou total dos mesmos, neste caso chamada Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR) ou surto remissão.

    2. Evolui sem surtos, mas com sintomas progressivos acumulados ao longo do tempo, neste caso chamada Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EM PP).

    3. Evolui com sintomas lentos e progressivos com o tempo em indivíduos que possuem a forma remitente recorrente inicialmente EMRR pode evoluir com ganho de sintomas sem surto em geral após 20 anos de doença pode ser observado e aqui chamado de Esclerose Múltipla Secundaria Progressiva.

    A forma mais comum de esclerose múltipla é a recorrente-remitente (quando os surtos podem deixar sequelas ou não).

    Surtos

    É o período em que os sintomas neurológicos da EM se manifestam de forma mais acentuada, podendo durar dias ou semanas.

    Saiba mais sobre o Tratamento para Esclerose Múltipla.


ESCLEROSE MÚLTIPLA

  • O que é Esclerose Múltipla?

    A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma

  • Esclerose Múltipla em detalhes

    Na Esclerose Múltipla, a perda de mielina (substância cuja função é fazer com que o impulso nervoso percorra os neurônios) leva a interferência na transmissão dos impulsos elétricos e isto produz os diversos sintomas da doença. Esse processo é chamado de desmielinização. É importante atentarmos que a mielina esta presente em todo sistema nervoso central,

  • Diagnóstico

    A primeira coisa a ser feita em caso de “suspeita” de Esclerose Múltipla é buscar esclarecer o diagnóstico. Deve-se então procurar um médico neurologista, que é o profissional mais adequado para investigar e tratar pacientes com a doença. Existe uma série de doenças inflamatórias e infecciosas que podem ter sintomas semelhantes ao da Esclerose Múltipla.

  • Tratamento

    Os tratamentos medicamentosos disponíveis para EM buscam reduzir a atividade inflamatória e os surtos ao longo dos anos contribuindo para a redução do acúmulo de incapacidade durante a vida do paciente. Além do foco na doença, tratar os sintomas como os urinários e a fadiga é muito importante para qualidade de vida do paciente. Os

  • Atlas da Esclerose Múltipla 2013

    Como parte das celebrações do Dia Mundial da Esclerose Múltipla de 2015, a  ABEM lançou oficialmente no Brasil, em parceria com o laboratório Novartis, o Atlas da Esclerose Múltipla em português. Editado originalmente em inglês pela Multiple Sclerosis International Federation, o Atlas atualiza os dados de sua primeira edição, publicada em 2008, e mostram um aumento de 10%