• 27 FEV 19
    • 2
    Clipping Advocacy – Fevereiro 2019

    Clipping Advocacy – Fevereiro 2019

    Olá Querido leitor!

     

    2019 começou intenso com muitos acontecimentos e atividades na defesa dos portadores de esclerose múltipla:

     

    • No final de janeiro o MPF – Ministério Público Federal pediu uma multa maior ao Ministério da Saúde por atrasos no envio de remédios para esclerose múltipla a São Paulo, pois há mais de dois meses faltavam muitos medicamentos como Betainterferona 1a 22 mcg e 44 mcg.

     

    • Em 06 de fevereiro estivemos na reunião da CONITEC para acompanhar a apresentação inicial do ocrelizumabe para EMR e EMPP.

     

    • Domingão 17/02 agitamos na FIESP o “Ação + Saúde” sobre esclerose múltipla, com um conjunto de vivencias sobre a doença e com testes neurológicos abertos ao publico que estava curtindo a Av Paulista.

     

    • Em 23 de fevereiro começamos em Valinhos/SP, tivemos um encontro com o grupo de esclerose múltipla de da Acesa de Capuava para unirmos forças.

     

    • Carta para Organização Mundial da Saúde para colocar na lista de medicamentos essenciais os tratamentos para esclerose múltipla.

     

     

    Por fim nosso canal sempre aberto para sua sugestão: estagio.juridico@abem.org.br e ajude-nos a construir o próximo clipping!

     

    NOTICIAS DE DESTAQUE:

     

    • CONITEC:

     

    Esclerose Múltipla

    Aberta até o dia 7 de março, a Consulta Pública sobre o PCDT de Esclerose Múltipla para sugestões da sociedade sobre a atualização do documento, com a incorporação do medicamento Glatirâmer 40 mg para pacientes adultos com o tipo remitente recorrente, quando a evolução da doença é caracterizada por surtos súbitos com posterior recuperação total ou parcial. O SUS já ofertava a apresentação de 20 mg desse medicamento.

    Todavia ainda é necessário que o paciente passe por todas as linhas de tratamento apesar de receber o diagnostico em um momento mais avançado da doença quando se torna necessária as últimas alternativas de tratamento para se ter o controle da doença.

    Até o dia 13 de março, podemos enviar contribuições para a inclusão do ocrelizumabe, um medicamento novo que retarda o agravamento da incapacidade física em pacientes com Esclerose Múltipla. Está em análise na CONITEC, a incorporação da tecnologia no SUS para duas formas dessa doença: a remitente recorrente (EM-RR) e a primariamente progressiva (EM-PP).

    A Comissão avaliou as evidências científicas sobre a eficácia (benefícios clínicos), segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário para uma possível inclusão do medicamento ao SUS e, preliminarmente, recomendou a não incorporação para ambos os tipos. A consulta pública pretende ampliar a discussão e saber a opinião da sociedade sobre o tema.

    Vamos participar!

    http://conitec.gov.br/consultas-publicas

     

    Dislipidemia ou “gordura no sangue”

    Até o dia 11 de março, a CONITEC recebe contribuições da sociedade sobre a atualização do PCDT de Dislipidemia, conhecida popularmente como “colesterol alto” ou “gordura no sangue”. Esse também é um problema de saúde pública fruto da nossa alimentação e sedentarismo.

    É importante cuidarmos do colesterol pois assim previne os acidentes cardiovasculares como derrame e infarto. O SUS dispõe de excelentes tratamentos para esse problema e a proposta do PCDT mantem as alternativas vigentes

    Síndrome dos Ovários Policísticos

    Até o dia 11 de março, podemos contribuir para este PCDT que trata sa desordem hormonal definida por um aumento de tamanho dos ovários, que levam a formação de vários cistos.

    A análise e avaliação dos estudos apresentados confirmaram a eficácia do tratamento já vigente para este problema, na pratica são necessarias mudanças no estilo de vida da paciente, perda de peso, uso de anticoncepcionais, além da administração de medicamento para controlar os níveis hormonais.

     

    • MINISTERIO DA SAUDE (MS):

    Ajudem a conscientizar a todos sobre os benefícios da vacina de HPV para meninos e meninas em idade escolar!

    O levantamento Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde, traz a análise do primeiro Estudo de Prevalência do Papilomavírus no Brasil: POP-Brasil, realizado pela pasta juntamente com o Hospital Moinhos de Vento. O estudo mostrou que a infecção por HPV acomete pessoas de todas as condições sociais, sem distinção. O levantamento aponta que a prevalência do HPV no Brasil foi de 53,6%, sendo o HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer presente em 35,2%. O estudo avaliou 7.693 pessoas sexualmente ativas entre 16 e 25 anos, de todas as classes sociais em todo o Brasil.

    O índice de vacinação está perigosamente baixo! – palavras do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

    A baixa cobertura vacinal e a necessidade de ampliar a imunização contra doenças que já haviam sido eliminadas ou erradicadas, mas que voltaram a circular no país, como sarampo, levou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. A proposta para a Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que conta com representantes das secretarias estaduais e municipais de saúde, além do Governo Federal. Atualmente, três estados (Amazonas, Roraima e Pará) estão com transmissão ativa do vírus por registrarem casos confirmados recentes. Dados preliminares de 2018 apontam que, dos 5.570 municípios do país, 2.751 (49%) não atingiram a meta de cobertura vacinal de sarampo, que é igual ou menor de 95%. Os dados são ainda mais preocupantes nos estados com surto: no Pará 83,3% dos municípios não atingiram a meta; Roraima foram 73,3% e Amazonas, a metade 50%.

    • ANVISA:

    Ano passado a Anvisa registrou 827 medicamentos sendo 33 continham uma nova substância ativa aqui no Brasil. Entre estes estão medicamentos destinados ao tratamento de doenças raras em crianças além de 24 registros de medicamentos genéricos inéditos e quatro registros de produtos biossimilares. Medicamentos genéricos e biosimilares sempre trazem uma redução no custo dos tratamentos, mas apenas os medicamentos genéricos são intercambiáveis!

    Veja o infográfico completo no link:

    http://portal.anvisa.gov.br/documents/2857848/0/Infogr%C3%A1fico.pdf/440c23f8-a762-45cf-9d4c-24a95dd9a0a2

     

    • NA CIÊNCIA E NA MIDIA:

     

    Este é um estudo feito em duas bases de dados médicos eletrônicos distintos: o sistema de saúde militar do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DOD) e o DataLink Research Datalink (CPRD) do Reino Unido.

    Neste estudo foram coletados os dados de pacientes com um primeiro diagnóstico de esclerose múltipla entre 2001-2016 (CPRD) ou 2004-2017 (DOD). Descreveu-se os sintomas do paciente, as comorbidades e uso de medicação no momento do diagnóstico de esclerose múltipla. Esses dados foram comparados aos dados de um grupo de indivíduos não portadores de ES

    Foram identificados 8695 pacientes com esclerose múltipla e 86.934 pacientes não-MS. A maioria dos pacientes portadores de EM era do sexo feminino (cerca de 70%) e foram diagnosticadas antes dos 60 anos (88%). Estes pacientes também apresentaram maior prevalência de depressão e outras condições psiquiátricas no diagnóstico de esclerose múltipla em comparação com pacientes sem EM. Epilepsia, fraturas e infecções também foram mais comuns.

     

    Conclusão

    Esses resultados são consistentes entre os dois bancos de dados, bem como com estudos anteriores de EM. Análises futuras da experiência desses pacientes após o diagnóstico de EM fornecerão informações valiosas sobre padrões de doença e tratamento em relação ao risco de doenças crônicas e mortalidade.

     

    Sumaya Afif

    Jurídico Institucional | Advocacy 

    Leave a reply →

Leave a reply

Cancel reply