• 22 SET 17
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    Cuidadores

    Cuidadores

    Amigos (as)

    Não é todo mundo que precisa de um cuidador ou precisará, mas é factível na nossa vida que talvez precisemos desse profissional, na doença ou na velhice…

    O cuidador é um elemento curioso, necessário e  interessante. Explico-me.

    O cuidador, nem sempre é um profissional, pode ser um amigo, um parente ou uma pessoa de boa vontade.

    Claro, é importante um curso de cuidador, ele não nasce sabendo como trocar fraldas de um doente, como levantar o “quebradinho” de um tombo, dar banho, vestir. Há uma técnica, um modo de fazer melhor, para o quebradinho, o velhinho e o cuidador.

    O cuidador tem que cuidar do seu quebradinho e também dele. A integridade física e mental do cuidador é essencial para que possa  cuidar.

    A relação do cuidador e do cuidado é de amizade, ou melhor, é fruto de uma convivência humana, por vezes cheia de atritos, espinhosa, mas sempre em construção.

    O cuidador deve perceber o que  é exequível  para o cuidado; ou seja, o que ele pode fazer, onde ele vai “quebrar” a cara e o mais importante: ele respeita a autonomia do doente, desde q o “quebradinho” também assuma as consequências de seus atos. Sim, é uma via de mão dupla, de relacionamentos adultos de trocas e responsabilidades.

    Como adulto o cuidador tem o dever de cuidar e seu ser cuidado tem o dever de respeitar, aliás, ambos têm o dever de respeitar.

    Falando de temas adultos, há uma relação trabalhista remuneração também a ser arranjada.

    O cuidador também pode ser da família (tipo a mãezinha querida ou irmãs (os)), assim como amigos. Nesses casos temos características peculiares de cada um; teimosia e brigas fazem parte do primeiro porque somos e seremos parte de uma família. Dos amigos, conhecemos os de verdade. Há aquele que cozinha há aquele que serve a refeição, aquele que troca fraldas, o que dá banho, o que põe a gente no sol, o que tira a gente do sol, há o que paga as contas, o que faz supermercado, o que compra remédios… É uma infinidade de tarefas, conto pelo menos uma dúzia que se revezam, em sua amizade, E haja amizade!

    Cuidador ou enfermeiro que brigam entre si pela sua dignidade e sabedoria, académica e não acadêmica, com ou sem diploma, cuidai de nós que necessitamos. Que sejam feitas as nossas vontades, não as minhas ou as suas. E livrai-vos dos tombos e das nossas tristezas. Amém.

    A família e o cuidador, digo novamente crescem em nossas relações humanas.

    Abrimos a porta da casa para o cuidador e ele leva nosso mundo doméstico para o mundo lá fora. Confiança e respeito serão imprescindíveis para todos nós humanos.

     

     

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  • Posted by Hilda Mutsuko Sano Perrira on 22 de setembro de 2017, 19:55

    Oi, Regina
    Muito bem explicado! Reciprocidade! Confiança! Respeito! Amizade!
    Bjs

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  • Posted by Maria Rita Martins on 22 de setembro de 2017, 19:57

    Adorei a explicação está perfeita é assim mesmo. Beijocas

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  • Posted by Maria Cecília O.de Andrade e Silva on 22 de setembro de 2017, 21:02

    Minha amiga os seus " artigos" são tão gostosos q fico esperando ansiosamente pelo próximo.Pode escrever toda semana ou até mesmo todos os dias.A Lya Luft perdeu o lugar p vc Re hehehe

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  • Posted by Teresinha on 23 de setembro de 2017, 01:54

    Beleza de texto descrevendo de forma leve e, ao mesmo tempo,real,a complexidade da relação cuidador/ cuidado. Vc acertou "na mosca " blogueira Regina.!!

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  • Posted by Teresinha on 23 de setembro de 2017, 01:54

    Beleza de texto descrevendo de forma leve e, ao mesmo tempo,real,a complexidade da relação cuidador/ cuidado. Vc acertou "na mosca " blogueira Regina.!!

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